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A dermatite associada à (DAI) é uma inflamação da pele causada pelo contacto prolongado com urina e/ou fezes, sendo frequente em pessoas idosas e dependentes [1][2]. Pode provocar vermelhidão, dor e ardor, além de aumentar o risco de infeção e de outras lesões cutâneas [3]. As recomendações de prática clínica em Portugal destacam que uma higiene suave, manter a pele seca, utilizar cremes barreira e gerir adequadamente a incontinência são pilares fundamentais da prevenção [2][4].
A DAI é uma dermatite irritativa de contacto causada pela exposição prolongada da pele à urina e/ou fezes [2][5].
Manifesta-se com:
Afeta sobretudo a região perineal, nádegas e pregas cutâneas [1][5].
Estudos realizados em contexto português indicam que esta condição é frequentemente subdiagnosticada e pode ser confundida com úlceras por pressão, o que reforça a importância do diagnóstico diferencial [1].
A DAI resulta da combinação de vários fatores [2][3]:
A literatura portuguesa destaca que a exposição prolongada à humidade compromete a barreira cutânea e aumenta a vulnerabilidade da pele [4].
A identificação precoce é essencial. Os sinais incluem [2][5]:
Ao contrário das úlceras por pressão, a DAI apresenta-se de forma mais dispersa e superficial, associada à zona de contacto com a humidade [4].
Os guias de recomendações práticas em enfermagem e os artigos de revisão coincidem em quatro grandes pilares preventivos [2][4][5]:
Os estudos sublinham que uma higiene excessiva e muito «energética» pode agravar a DAI, pelo que se recomenda combinar uma frequência adequada com delicadeza [2].
A redução da humidade é crucial para prevenir lesões cutâneas associadas [4].
As revisões de enfermagem concluem que o uso sistemático de produtos de barreira, associado a uma higiene adequada, diminui o risco e a gravidade da DAI [2][5].
Se, apesar das medidas preventivas, notar vermelhidão ou se o seu familiar se queixar de comichão:
Se não houver melhoria em 48–72 horas ou surgirem sinais de infeção, deve procurar avaliação profissional [3].
Deve procurar ajuda profissional se:
A avaliação precoce permite diferenciar DAI de outras lesões e adaptar os cuidados [4].
Cuidar de uma pessoa com e problemas de pele pode ser exaustivo. A dor, as queixas, a troca de roupa e de roupa de cama, bem como o receio de «causar dor» geram stress e cansaço. Estudos sobre a DAI (Doença da Incontinência) e lesões relacionadas com a humidade recordam que a carga de cuidados aumenta quando existem lesões cutâneas e que o apoio ao cuidador é fundamental [3].
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[1] Florindo LF. Estudo de prevalência de dermatites associadas à numa população geriátrica. Universidade Católica Portuguesa; 2015. Leia aqui
[2] Silva AL, Costa AM. Intervenções de enfermagem na dermatite associada à incontinência. Enfermería Global. 2018. Leia aqui
[3] Henriques P, Silveira T. Evidência científica no tratamento da dermatite associada à incontinência. Salutis Scientia. Leia aqui
[4] Associação Portuguesa de Tratamento de Feridas (APTFeridas). Abordagem à pessoa com lesões de pele associadas à humidade. 2021. Leia aqui
[5] Santos CL. Prevenção e gestão da dermatite associada à incontinência. ELCOS – Sociedade Portuguesa de Feridas; 2017 Leia aqui
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