A perda de interesse sexual raramente tem uma única explicação. Em alguns períodos, o cansaço físico ou mental pode reduzir a disponibilidade para a intimidade. O stress profissional, preocupações económicas, problemas de saúde ou dificuldades na relação também podem afetar o desejo.
Alguns medicamentos, incluindo determinados antidepressivos, podem alterar a função sexual. Doenças cardiovasculares, diabetes, problemas hormonais e outras condições também podem contribuir.
Por isso, não é correto assumir que sentir menos desejo depois dos 50 é simplesmente “normal da idade”.
A rotina também influencia a excitação
Uma relação de longa duração pode proporcionar confiança, intimidade e segurança, mas também é natural que a dinâmica sexual se transforme ao longo dos anos.
A excitação nem sempre surge espontaneamente antes de começar uma relação sexual. Em alguns momentos da vida, pode aparecer em resposta ao contacto, às carícias ou a outros estímulos depois de a intimidade já ter começado.
Variar a forma de demonstrar desejo, falar sobre preferências e dar mais tempo à estimulação pode ajudar a adaptar a vida sexual às mudanças que vão surgindo.
Isto não implica procurar constantemente novidades. Significa sobretudo abandonar a ideia de que uma relação sexual tem de seguir sempre o mesmo percurso.
O medo de “falhar” pode tornar-se parte do problema
Se uma ereção não surge ou desaparece durante uma relação sexual, é fácil começar a pensar no que acontecerá da próxima vez. Essa preocupação pode provocar ansiedade de desempenho.
Quando a atenção fica concentrada em verificar se a ereção está suficientemente firme ou se irá manter-se, torna-se mais difícil estar focado nas sensações e na excitação.
O problema pode criar um ciclo vicioso: uma dificuldade ocasional gera preocupação, e a preocupação aumenta a probabilidade de voltar a existir dificuldade.
Reduzir esta pressão e falar abertamente com o parceiro ou parceira pode ser importante. Quando a ansiedade persiste ou interfere significativamente com a vida sexual, pode justificar apoio especializado.